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Lisbon architecture and buildings

História

Cidade, porto marítimo (um dos mais bonitos do mundo) e capital de Portugal, Lisboa é a metrópole mais ocidental da Europa continental. Da sua relação simbiótica com o rio Tejo e com o Sol, que a banham tão intensamente, ganhou a alcunha de Cidade Branca ou Cidade de Luz.

O seu nome é uma modificação da antiga designação Olisipo (Ulyssipo), e a sua fundação já foi atribuída ao herói da Odisseia de Homero, Ulisses (Odisseu); a Eliseu, suposto neto de Abraão; e, mais recentemente, aos colonos fenícios – a hipótese mais credível. Apesar da sua ocupação remontar ao ano de 1200 a.C., foi nos séculos XV e XVI que Lisboa floresceu como centro de um vasto império mundial, durante o período dourado dos descobrimentos portugueses.

Nesta época de intensa exploração marítima, Portugal acumulou poder e fortuna através da colonização da Ásia, da América do Sul, de África e das ilhas atlânticas. A riqueza da cidade está hoje espelhada em magníficas construções da época, como o Mosteiro dos Jerónimos, e a sua vizinha Torre de Belém, ambas classificadas como Património Mundial da UNESCO desde 1983.

Lisbon skyline

METEOROLOGIA

Se perguntássemos a Fernando Pessoa qual a melhor época para visitar Lisboa, a sua resposta seria “no Inverno” pois, Lisboa é luminosa em qualquer época do ano. De facto, poucas cidades se podem gabar de ter 247 dias de Sol por ano.

Lisboa tem um clima mediterrânico, ameno durante todo o ano e fortemente influenciado pela relação com o Rio Tejo e a proximidade do Oceano Atlântico.

Os verões são quentes e ensolarados: agosto é o mês mais quente, com temperaturas médias de 24.º C.

Os invernos são amenos, embora chuvosos: janeiro é o mês mais frio, com uma temperatura média de 12.° C e novembro é o mês mais chuvoso.

Lisbon skyline

GASTRONOMIA

Doces

A tradição doceira portuguesa tem origem nos conventos e mosteiros portugueses que, à época, sobreviviam criando iguarias únicas, as quais, tantos séculos depois, continuam a fazer as delícias de todos quantos as provam.

Pastéis de Belém

Não são simples pastéis de nata, como os que se comem em qualquer café da capital! Os Pastéis de Belém da Antiga Confeitaria de Belém, são indissociáveis desta zona e fabricam-se neste local desde 1837, seguindo uma receita secreta com origem no Mosteiro dos Jerónimos, mantida no mais absoluto sigilo, e recriada diariamente pelos mesmos processos artesanais que lhe dão o verdadeiro paladar da antiga doçaria portuguesa.

Pastéis de Cerveja de Belém

Em 1943, nascia a receita do singular pastel de cerveja, pelas mãos de um pasteleiro da Confeitaria Nacional, uma das mais tradicionais e antigas pastelarias da capital. Este é “o outro pastel de Belém”: menos afamado, mas igualmente delicioso, faz lembrar as queijadas de Sintra, de massa fina e estaladiça, com recheio de amêndoas, cerveja e ovo.

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pastel de nata
Criados há séculos nos conventos e mosteiros portugueses…
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food at a table
… continuam a fazer as delícias de todos os que os provam 🤤
Petiscos

Os portugueses não abdicam dos seus petiscos, e os lisboetas são especialmente adeptos! Sobretudo, se forem acompanhados de um fim de tarde ensolarado e da brisa fresca do Tejo.

Marisco

A proximidade do mar dita que em Lisboa se comam alguns dos mariscos mais frescos e suculentos do mundo. Nas cervejarias da capital encontra desde lagostas, lavagantes, sapateiras, camarões, caranguejos, a diversos moluscos, como ostras, amêijoas, búzios, mexilhões, conquilhas, longueirão, percebes, lapas…Todos vindos diretamente da costa atlântica que banha a cidade.

Pastéis de Bacalhau

O povo português adora bacalhau, e os lisboetas adoram pataniscas ou pastéis de bacalhau. Cada uma destas formas de confecionar o bacalhau tem o seu próprio clube de fãs, por isso, o nosso conselho é: prove os dois! Se optar pelas pataniscas, acompanhe com arroz de feijão. Se a opção recair sobre os pastéis de bacalhau, a melhor combinação é o arroz de tomate.

Caracóis

Os caracóis são um gosto adquirido e, mesmo entre os portugueses, não reúnem consenso. Há quem não consiga olhar para eles, e há quem não se farte. Caso decida provar, acompanhe com uma cerveja fresca num dia de verão.

Bifanas

Petisco mor em Lisboa, a tradicional bifana surpreende pela sua simplicidade, tão rica em sabor. O delicioso molho ensopa o pão fresco, e faz desta refeição rápida uma verdadeira tentação portuguesa a não perder.

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Buffet seafood
A felicidade é um petisco…
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seafood
… e um fim de tarde ensolarado, a sentir a brisa do Tejo. 😍
Pratos principais

Bacalhau

Dizem que há mil e uma formas de o cozinhar. E é verdade. Poderia comer bacalhau todos os dias, e, mesmo assim, não esgotaria todas as confecções possíveis durante a sua estadia. Entre as mais apreciadas em Lisboa, contam-se o Bacalhau Assado na Brasa ou à Lagareiro, à Brás, à Gomes de Sá, à Zé do Pipo, ou com Broa.

Arroz de marisco

Combina a frescura dos sabores marítimos do peixe e mariscos (geralmente junta vários tipos de peixes e mariscos) num caldo apurado e equilibrado com os sabores térreos do arroz, tomate e pimentos. Imagine uma versão portuguesa da paella, mas muito mais requintada, saudável e saborosa.

Peixe fresco assado/ Sardinhas assadas

Em Portugal, o bacalhau é rei, mas a sardinha é rainha. Com um sabor rico e característico e um molho untuoso, está carregada de benefícios para a saúde, desmentindo a ideia de que tudo o que sabe bem, faz mal. Assadas em carvão, são um ex-libris da cidade de Lisboa, sobretudo durante as festas populares de junho. Mas todo o peixe assado dessa forma é uma delícia imperdível. O melhor peixe assado do mundo está aqui.

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food at a table
Em Portugal, o bacalhau pode ser rei…
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Fish on a grill
…mas a sardinha é rainha 🐟

Vinhos

Mais do que uma bebida, uma fonte de prazer.

 

Os vinhos portugueses são o resultado de uma sucessão de tradições introduzidas pelos fenícios, cartagineses, gregos e, sobretudo, pelos romanos, que iniciaram a sua exportação para todo o império.

Portugal tem a região demarcada mais antiga do mundo, a Região Demarcada do Douro, e duas regiões vitivinícolas classificadas pela UNESCO: o Alto Douro Vinhateiro, onde é produzido o famoso Vinho do Porto, e a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.

A grande quantidade de castas autóctones (cerca de 2.851) permite a produção de uma grande diversidade de vinhos com personalidades muito distintas, explicando, ainda, por que razão o Oxford Companion to Wine descreve Portugal como um “tesouro de castas locais”. Com uma tradição milenar na produção de vinhos, Portugal é uma referência entre os principais países produtores, ocupando um lugar de destaque (e crescente) entre os 10 maiores.

A região vinícola de Lisboa é uma das mais produtivas de Portugal, as suas vinhas muito influenciadas pela costa atlântica. Perto da capital, a sul, ficam Bucelas, Colares e Carcavelos. No centro, Alenquer, Arruda, Lourinhã, Óbidos e Torres Vedras, a norte, as Encostas de Aire.

Wine cellar

Ginjinha

A bebida tradicional de Lisboa, por excelência. Vale a pena passar pelas várias tasquinhas até encontrar a sua favorita.

Bucelas

Elaborado a partir das castas Arinto, Sercial e Rabo de Ovelha, apresenta uma fragrância única que se assemelha ao Riesling Alemão. Estas vinhas são plantadas no vale do rio Trancão em solos duros dando origem a vinhos brancos secos e leves, que adquirem uma cor dourada e aromas complexos com o envelhecimento.

Colares

Um vinho lisboeta com todo o carácter da sua origem única: a vila de Colares, entre a serra de Sintra e o Atlântico. Estas vinhas, plantadas diretamente na areia são únicas no mundo. Os solos arenosos conseguiram impedir a entrada da filoxera, pelo que certas vinhas de Colares, não enxertadas, estão entre as mais antigas de Portugal. As variedades de tradicionais da região são a Ramisco (tinto) e a Malvasia (branco).

Carcavelos

Carcavelos é a mais pequena região vinícola portuguesa. Com uma tradição que remonta ao Marquês de Pombal, dono de vinhas, a região distingue-se pelos seus néctares licorosos, de cor topázio, com sabores e aromas a amêndoa.

Alenquer

A zona de Alenquer é, seguramente, a que detém uma posição de maior destaque, não só em valores absolutos, sobretudo no que toca à área ocupada por vinhas, mas principalmente pelo prestígio que os vinhos aí produzidos têm alcançado, quer sejam vinhos com denominação de origem ou vinhos integrados na classificação dos vinhos regionais.

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Clinking wine glasses
Mais do que uma bebida… 🍷
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Corks
…uma fonte de prazer 😃

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Qua 10 Ago
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Qui 11 Ago
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